A Mudança para o Domingo

A pergunta que precisa de resposta

Se o sétimo dia (sábado) foi estabelecido por Deus na Criação e confirmado nos Dez Mandamentos, como o domingo (o primeiro dia da semana) passou a ser o dia de adoração para a maior parte do mundo cristão?

A resposta não está na Bíblia. Está na história.


O Decreto de Constantino (321 d.C.)

Em 7 de março de 321 d.C., o imperador romano Constantino I promulgou o seguinte decreto:

"No venerável dia do Sol, que os magistrados e o povo residentes nas cidades descansem, e que todos os estabelecimentos artesanais permaneçam fechados."

Este é o primeiro registro oficial de uma lei civil obrigando o descanso dominical. O "dia do sol" era o dies Solis, o domingo, um dia já sagrado no culto solar romano, especialmente no mitraísmo, religião muito popular no exército romano da época.

Constantino havia se convertido ao cristianismo (ou ao menos adotado o cristianismo como religião política), e o decreto serviu para unificar práticas entre cristãos e pagãos que já cultuavam o sol no domingo.


O Concílio de Laodiceia (360-364 d.C.)

Décadas depois, o Concílio de Laodiceia foi além:

Cânone 29: "Os cristãos não devem judaizar e descansar no sábado, mas devem trabalhar naquele dia. Contudo, dando preferência ao dia do Senhor, e descansando nele como cristãos. Mas se alguém for encontrado judaizando, que seja anátema de Cristo."

Pela primeira vez, uma autoridade religiosa não apenas recomendava o domingo: ela proibia e condenava a guarda do sábado.


O que dizem as próprias fontes católicas

Curiosamente, a Igreja Católica nunca escondeu sua participação nessa mudança. Pelo contrário, cita-a como prova de sua autoridade:

"O domingo é nossa marca de autoridade... A Igreja está acima da Bíblia, e essa transferência da observância do sábado é prova disso."

The Catholic Record, Londres, Ontário, 1 de setembro de 1923

"Você pode ler a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse, e não encontrará uma única linha autorizando a santificação do domingo. As Escrituras impõem a observância religiosa do sábado, um dia que jamais santificamos."

James Cardinal Gibbons, The Faith of Our Fathers, 1892

Essas afirmações não são ataques externos. São declarações internas de autoridades católicas reconhecendo que a mudança foi obra da Igreja, não da Bíblia.


A mudança foi gradual

Não houve um único momento em que "o sábado virou domingo". O processo levou séculos:

Período Evento
Séc. I-II Cristãos começam a reunir-se também no domingo, comemorando a ressurreição, sem abandonar o sábado
~135 d.C. Após revoltas judaicas, cristãos em Roma distanciam-se do sábado para evitar associação com judeus
321 d.C. Decreto civil de Constantino torna o domingo dia de descanso no Império Romano
360-364 d.C. Concílio de Laodiceia proíbe a guarda do sábado
Séc. V-VI O sábado como dia de adoração torna-se cada vez mais marginalizado no Ocidente

Uma mudança sem autoridade bíblica

Não existe nenhum versículo no Novo Testamento que:

  • Ordene guardar o domingo
  • Declare o domingo como o novo dia de descanso
  • Revogue o quarto mandamento
  • Transfira a santidade do sétimo dia para o primeiro

O que existe é um mandamento claro no Antigo Testamento, reafirmado por Jesus e pelos apóstolos, que aponta para o sétimo dia como o Sábado do Senhor.

A mudança foi humana. A instituição original é divina.


"Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens."

Mateus 15:9